Termos integrantes da oração:
Os complementos verbais (objeto direto e indireto) e o complemento nominal são chamados termos integrantes da oração.
Os complementos verbais integram o sentido do verbos transitivos, com eles formando unidades significativas. Esses verbos podem se relacionar com seus complementos diretamente, sem a presença de preposição ou indiretamente, por intermédio de preposição.
O objeto direto é o complemento que se liga diretamente ao verbo.
a) Os homens sensíveis pedem amor às mulheres de opinião;
b) Os homens sinceros pedem-no às mulheres de opinião;
c) Dou-lhes três.
d) Buscamos incessantemente o Belo;
e) Houve muita confusão na partida final.
O objeto direto preposicionado ocorre principalmente:
a) com nomes próprios de pessoas ou nomes comuns referentes a pessoas:
a.1) Amar a Deus;
a.2) Adorar a Xangô;
a.3) Estimar aos pais.
b) com pronomes indefinidos de pessoa e pronomes de tratamento:
b.1) Não excluo a ninguém;
b.2) Não quero cansar a Vossa Senhoria.
c) para evitar ambigüidade:
Ao povo prejudica a crise. (sem preposição, a situação seria outra)
d) com pronomes oblíquos tônicos (preposição obrigatória):
Nem ele entende a nós, nem nós a ele.
O objeto indireto é o complemento que se liga indiretamente ao verbo, ou seja, através de uma preposição.
a) Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres;
b) Os homens pedem-lhes amor sincero;
c) Gosto de música popular brasileira.
O termo que integra o sentido de um nome chama-se complemento nominal. O complemento nominal liga-se ao nome que completa por intermédio de preposição:
a) Desenvolvemos profundo respeito à arte;
b) A arte é necessária à vida;
c) Tenho-lhe profundo respeito.
Os nomes que se fazem acompanhar de complemento nominal pertencem a dois grupos:
a) substantivos, adjetivos ou advérbios derivados de verbos transitivos,
b) adjetivos transitivos e seus derivados.
Termos acessórios da oração e vocativo:
Os termos acessórios recebem esse nome por serem acidentais, explicativos, circunstanciais.
São termos acessórios o adjunto adverbial, adjunto adnominal e o aposto.
O adjunto adverbial é o termo da oração que indica uma circunstância do processo verbal, ou intensifica o sentido de um adjetivo, verbo ou advérbio. É uma função adverbial, pois cabe ao advérbio e às locuções adverbiais exercer o papel de adjunto adverbial.
Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha praça.
As circunstâncias comumente expressas pelo adjunto adverbial são:
* acréscimo: Além de tristeza, sentia profundo cansaço.
* afirmação: Sim, realmente irei partir.
* assunto: Falavam sobre futebol.
* causa: Morrer ou matar de fome, de raiva e de sede... são tantas vezes gestos naturais.
* companhia: Sempre contigo bailando sob as estrelas.
* concessão: Apesar de você, amanhã há de ser outro dia.
* conformidade: Fez tudo conforme o combinado.
* dúvida: Talvez nos deixem entrar.
* fim: Estudou para o exame.
* freqüência: Sempre aparecia por lá.
* instrumento: Fez o corte com a faca.
* intensidade: Corria bastante.
* limite: Andava atabalhoado do quarto à sala.
* lugar: Vou à cidade.
* matéria: Compunha-se de substâncias estranhas.
* meio: Viajarei de trem.
* modo: Foram recrutados a dedo.
* negação: Não há ninguém que mereça.
* preço: As casas estão sendo vendidas a preços exorbitantes.
* substituição ou troca: Abandonou suas convicções por privilégios econômicos.
* tempo: Ontem à tarde encontrou o velho amigo.
O adjunto adnominal é o termo acessório que determina, especifica ou explica um substantivo. É uma função adjetiva, pois são os adjetivos e as locuções adjetivas que exercem o papel de adjunto adnominal na oração. Também atuam como adjuntos adnominais os artigos, os numerais e os pronomes adjetivos.
O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu amigo de infância.
O adjunto adnominal se liga diretamente ao substantivo a que se refere, sem participação do verbo.
Já o predicativo do objeto se liga ao objeto por meio de um verbo.
O poeta português deixou uma obra originalíssima.
O poeta deixou-a.
O poeta português deixou uma obra inacabada.
O poeta deixou-a inacabada.
Enquanto o complemento nominal relaciona-se a um substantivo, adjetivo ou advérbio; o adjunto nominal relaciona-se apenas ao substantivo.
Prof. Tony
Blog feito para maior contato entre mim e meus alunos de Língua Portuguesa.
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
VERBOS
As marcas do tempo
Com diferenças muitas vezes sutis entre si, os tempos verbais diversificam a enunciação
Em I-Juca-Pirama, de Gonçalves Dias, há uma passagem em que, em seu pedido para que lhe seja conservada a vida, o índio arrola uma série de pretéritos perfeitos, que indicam acontecimentos que ocorreram antes do momento da enunciação:
Andei longes terras
Lidei cruas guerras,
Vaguei pelas serras
Dos vis Aimorés;
Vi lutas de bravos,
Vi fortes - escravos!
De estranhos ignavos
Calcados aos pés.
Que é o tempo? Benveniste mostra que o tempo linguístico é completamente distinto do tempo físico ou do tempo cronológico, porque ele é organicamente ligado ao exercício da fala. Com efeito, o momento da enunciação é um agora e é, em função desse momento, que todos os tempos são ordenados. Ao momento da enunciação, aplica-se a categoria concomitância vs. não concomitância (anterioridade vs. posterioridade), pois os eventos só podem ocorrer durante o momento da enunciação, antes dele ou depois dele. Criam-se, assim, três momentos de referência: um presente (durante o momento da enunciação, concomitante a ele), um pretérito (anterior ao momento da enunciação) e um futuro (posterior ao momento da enunciação).
A cada um desses momentos de referência reaplica-se a categoria concomitância vs. não concomitância (anterioridade vs. posterioridade) e obtêm-se os tempos propriamente ditos, ou seja, o momento do acontecimento. Estamos acostumados a confundir o tempo com as formas para expressá-lo. Uma mesma forma pode expressar mais de um tempo ou um mesmo tempo pode ser expresso por mais de uma forma.
Categoria de tempo
Tempo é a categoria que localiza os acontecimentos numa concomitância, numa anterioridade ou numa posterioridade em relação a um momento de referência presente, pretérito ou futuro, estabelecido em função do momento da enunciação. Os tempos, portanto, são: concomitante do presente, anterior do passado, posterior do futuro etc. Temos, assim, nove tempos.
Como se observa, nos quadros destas páginas, temos um presente (concomitante), um passado (anterior) e futuro (posterior) do presente; um presente (concomitante), um passado (anterior) e um futuro (posterior) do passado e um presente (concomitante), um passado (anterior) e um futuro (posterior) do futuro.
Nossa nomenclatura gramatical leva-nos a pensar que os tempos compostos têm o mesmo valor temporal dos tempos simples correspondentes, o que não é verdade, exceto no caso do pretérito mais-que-perfeito, em que a forma simples está desaparecendo da língua do dia a dia. Vimos, por exemplo, que o chamado futuro do presente composto não é tempo do sistema do presente, mas indica a anterioridade do futuro, sendo, portanto, o pretérito do futuro. O pretérito perfeito composto nem sequer designa tempo, mas denota aspecto iterativo, ou seja, a repetição de uma ação: Tenho feito ginástica todos os dias.
O tempo é manifestado ainda pelos advérbios de tempo, que constituem dois grandes sistemas: um indicando concomitância, anterioridade e posterioridade ao momento de referência presente (por exemplo: hoje, ontem, amanhã) e um assinalando concomitância, anterioridade e posterioridade a um momento de referência passado ou futuro (por exemplo: no mesmo dia, na véspera ou no dia anterior, no dia seguinte). Nos adjuntos adverbiais de tempo, o adjetivo próximo se refere a um presente e o adjetivo seguinte diz respeito a um marco passado ou futuro:
"Presidente do clube promete apresentar reforços na próxima semana".
"No final do ano passado, o presidente do clube prometera apresentar reforços no mês seguinte".
José Luiz Fiorin é professor do Departamento de Linguística da USP e autor de As astúcias da enunciação (Ática).
Tempos do momento de referência presente
1 Presente - Concomitante em relação a um momento de referência presente:
"O ator emociona a todos"
A emoção ocorre no momento da enunciação.
Temos um presente que coincide com o momento da enunciação, o presente pontual (Um raio risca o céu); um presente, em que o tempo do acontecimento é maior do que o momento da enunciação (nesse caso, a coincidência diz respeito ao fato de que o acontecimento engloba o momento da enunciação), o presente durativo (No século 20, a pesquisa brasileira dá um salto de qualidade); um presente que indica que a duração do acontecimento é ilimitada, o presente omnitemporal ou gnômico (As placas tectônicas são subdivisões da crosta terrestre que se movimentam de forma lenta e contínua e, às vezes, se chocam).
2 Pretérito perfeito 1 - Anterior a um momento de referência presente:
"Emagreci trinta e dois quilos"
O emagrecimento se dá num momento anterior ao agora.
3 Futuro do presente - Posterior a um momento de referência presente:
"O Brasil será uma grande potência"
O país se tornará uma potência num momento posterior ao agora.
Tempos do momento de referência pretérito
1 Presente do pretérito: Concomitante a um momento de referência pretérito. Esse tempo é expresso pelas formas que denominamos "pretérito perfeito", aqui chamadas "pretérito perfeito 2", para distinguir do tempo anterior do presente, e "pretérito imperfeito"; a distinção entre elas é aspectual: a primeira assinala um aspecto limitado, acabado, pontual, dinâmico; a segunda marca um aspecto não limitado, inacabado, durativo, estático:
"Quando você entrou na Faculdade, eu já estava no último ano"
Estar no último ano é concomitante ao marco temporal pretérito "quando você entrou na Faculdade" e indica uma duratividade no passado. "No mês de janeiro, choveu muito"
A chuva é concomitante ao marco temporal pretérito "mês de janeiro" e denota um acontecimento acabado.
2 Pretérito mais-que-perfeito simples ou composto - Anterior a um momento de referência pretérito:
"Ele viajou para o exterior com o dinheiro que juntara em seu trabalho"
Juntar dinheiro é anterior ao momento de referência passado "viajar para o exterior". "Quando cheguei, ele já tinha saído"
A saída é anterior ao marco temporal pretérito "quando cheguei".
3 Futuro do pretérito - Posterior a um momento de referência pretérito. É expresso pelas formas que denominamos "futuro do pretérito simples" e "futuro do pretérito composto"; a diferença é aspectual: o primeiro indica a imperfectividade (o não acabamento); o segundo indica a perfectividade (o acabamento):
"Naquele jogo, senti que meu time não ganharia o campeonato".
Não ganhar é ação que se realizaria posteriormente ao marco temporal pretérito "naquele jogo"; é ação não realizada e, portanto, não acabada no momento do marco temporal.
"No início da CPI, estava previsto que, no começo do recesso legislativo, ela teria terminado os trabalhos".
O término dos trabalhos é posterior ao marco temporal pretérito "início" da CPI, mas é anterior em relação a outro marco temporal "começo do recesso legislativo", indicando, portanto, uma ação acabada em referência a ele.
Tempos do momento de referência futuro
1 Presente do futuro - Concomitante a um momento de referência futuro:
"No ano que vem, trabalharei e estudarei"
Trabalhar e estudar são ações que ocorrem concomitantemente ao momento de referência futuro "no ano que vem"; observe-se que o verbo aqui não indica uma posterioridade em relação ao momento presente, como no caso do futuro do presente.
2 Futuro anterior - Anterior em relação a um momento de referência futuro (expresso pela forma que denominamos futuro do presente composto):
"No ano que vem, terei terminado o curso"
O término do curso é anterior ao marco temporal futuro "no ano que vem".
3 Futuro do futuro - Posterior ao marco temporal futuro:
"Viajaremos, depois que o ano letivo terminar"
Viajar é um acontecimento posterior ao término do ano letivo.
Com diferenças muitas vezes sutis entre si, os tempos verbais diversificam a enunciação
Em I-Juca-Pirama, de Gonçalves Dias, há uma passagem em que, em seu pedido para que lhe seja conservada a vida, o índio arrola uma série de pretéritos perfeitos, que indicam acontecimentos que ocorreram antes do momento da enunciação:
Andei longes terras
Lidei cruas guerras,
Vaguei pelas serras
Dos vis Aimorés;
Vi lutas de bravos,
Vi fortes - escravos!
De estranhos ignavos
Calcados aos pés.
Que é o tempo? Benveniste mostra que o tempo linguístico é completamente distinto do tempo físico ou do tempo cronológico, porque ele é organicamente ligado ao exercício da fala. Com efeito, o momento da enunciação é um agora e é, em função desse momento, que todos os tempos são ordenados. Ao momento da enunciação, aplica-se a categoria concomitância vs. não concomitância (anterioridade vs. posterioridade), pois os eventos só podem ocorrer durante o momento da enunciação, antes dele ou depois dele. Criam-se, assim, três momentos de referência: um presente (durante o momento da enunciação, concomitante a ele), um pretérito (anterior ao momento da enunciação) e um futuro (posterior ao momento da enunciação).
A cada um desses momentos de referência reaplica-se a categoria concomitância vs. não concomitância (anterioridade vs. posterioridade) e obtêm-se os tempos propriamente ditos, ou seja, o momento do acontecimento. Estamos acostumados a confundir o tempo com as formas para expressá-lo. Uma mesma forma pode expressar mais de um tempo ou um mesmo tempo pode ser expresso por mais de uma forma.
Categoria de tempo
Tempo é a categoria que localiza os acontecimentos numa concomitância, numa anterioridade ou numa posterioridade em relação a um momento de referência presente, pretérito ou futuro, estabelecido em função do momento da enunciação. Os tempos, portanto, são: concomitante do presente, anterior do passado, posterior do futuro etc. Temos, assim, nove tempos.
Como se observa, nos quadros destas páginas, temos um presente (concomitante), um passado (anterior) e futuro (posterior) do presente; um presente (concomitante), um passado (anterior) e um futuro (posterior) do passado e um presente (concomitante), um passado (anterior) e um futuro (posterior) do futuro.
Nossa nomenclatura gramatical leva-nos a pensar que os tempos compostos têm o mesmo valor temporal dos tempos simples correspondentes, o que não é verdade, exceto no caso do pretérito mais-que-perfeito, em que a forma simples está desaparecendo da língua do dia a dia. Vimos, por exemplo, que o chamado futuro do presente composto não é tempo do sistema do presente, mas indica a anterioridade do futuro, sendo, portanto, o pretérito do futuro. O pretérito perfeito composto nem sequer designa tempo, mas denota aspecto iterativo, ou seja, a repetição de uma ação: Tenho feito ginástica todos os dias.
O tempo é manifestado ainda pelos advérbios de tempo, que constituem dois grandes sistemas: um indicando concomitância, anterioridade e posterioridade ao momento de referência presente (por exemplo: hoje, ontem, amanhã) e um assinalando concomitância, anterioridade e posterioridade a um momento de referência passado ou futuro (por exemplo: no mesmo dia, na véspera ou no dia anterior, no dia seguinte). Nos adjuntos adverbiais de tempo, o adjetivo próximo se refere a um presente e o adjetivo seguinte diz respeito a um marco passado ou futuro:
"Presidente do clube promete apresentar reforços na próxima semana".
"No final do ano passado, o presidente do clube prometera apresentar reforços no mês seguinte".
José Luiz Fiorin é professor do Departamento de Linguística da USP e autor de As astúcias da enunciação (Ática).
Tempos do momento de referência presente
1 Presente - Concomitante em relação a um momento de referência presente:
"O ator emociona a todos"
A emoção ocorre no momento da enunciação.
Temos um presente que coincide com o momento da enunciação, o presente pontual (Um raio risca o céu); um presente, em que o tempo do acontecimento é maior do que o momento da enunciação (nesse caso, a coincidência diz respeito ao fato de que o acontecimento engloba o momento da enunciação), o presente durativo (No século 20, a pesquisa brasileira dá um salto de qualidade); um presente que indica que a duração do acontecimento é ilimitada, o presente omnitemporal ou gnômico (As placas tectônicas são subdivisões da crosta terrestre que se movimentam de forma lenta e contínua e, às vezes, se chocam).
2 Pretérito perfeito 1 - Anterior a um momento de referência presente:
"Emagreci trinta e dois quilos"
O emagrecimento se dá num momento anterior ao agora.
3 Futuro do presente - Posterior a um momento de referência presente:
"O Brasil será uma grande potência"
O país se tornará uma potência num momento posterior ao agora.
Tempos do momento de referência pretérito
1 Presente do pretérito: Concomitante a um momento de referência pretérito. Esse tempo é expresso pelas formas que denominamos "pretérito perfeito", aqui chamadas "pretérito perfeito 2", para distinguir do tempo anterior do presente, e "pretérito imperfeito"; a distinção entre elas é aspectual: a primeira assinala um aspecto limitado, acabado, pontual, dinâmico; a segunda marca um aspecto não limitado, inacabado, durativo, estático:
"Quando você entrou na Faculdade, eu já estava no último ano"
Estar no último ano é concomitante ao marco temporal pretérito "quando você entrou na Faculdade" e indica uma duratividade no passado. "No mês de janeiro, choveu muito"
A chuva é concomitante ao marco temporal pretérito "mês de janeiro" e denota um acontecimento acabado.
2 Pretérito mais-que-perfeito simples ou composto - Anterior a um momento de referência pretérito:
"Ele viajou para o exterior com o dinheiro que juntara em seu trabalho"
Juntar dinheiro é anterior ao momento de referência passado "viajar para o exterior". "Quando cheguei, ele já tinha saído"
A saída é anterior ao marco temporal pretérito "quando cheguei".
3 Futuro do pretérito - Posterior a um momento de referência pretérito. É expresso pelas formas que denominamos "futuro do pretérito simples" e "futuro do pretérito composto"; a diferença é aspectual: o primeiro indica a imperfectividade (o não acabamento); o segundo indica a perfectividade (o acabamento):
"Naquele jogo, senti que meu time não ganharia o campeonato".
Não ganhar é ação que se realizaria posteriormente ao marco temporal pretérito "naquele jogo"; é ação não realizada e, portanto, não acabada no momento do marco temporal.
"No início da CPI, estava previsto que, no começo do recesso legislativo, ela teria terminado os trabalhos".
O término dos trabalhos é posterior ao marco temporal pretérito "início" da CPI, mas é anterior em relação a outro marco temporal "começo do recesso legislativo", indicando, portanto, uma ação acabada em referência a ele.
Tempos do momento de referência futuro
1 Presente do futuro - Concomitante a um momento de referência futuro:
"No ano que vem, trabalharei e estudarei"
Trabalhar e estudar são ações que ocorrem concomitantemente ao momento de referência futuro "no ano que vem"; observe-se que o verbo aqui não indica uma posterioridade em relação ao momento presente, como no caso do futuro do presente.
2 Futuro anterior - Anterior em relação a um momento de referência futuro (expresso pela forma que denominamos futuro do presente composto):
"No ano que vem, terei terminado o curso"
O término do curso é anterior ao marco temporal futuro "no ano que vem".
3 Futuro do futuro - Posterior ao marco temporal futuro:
"Viajaremos, depois que o ano letivo terminar"
Viajar é um acontecimento posterior ao término do ano letivo.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
CLASSES GRAMATICAIS 3
ADJETIVO
• Palavra que caracteriza o substantivo;
• PRIMITIVOS ou DERIVADOS: cheiro/cheiroso;
• SIMPLES ou COMPOSTOS:
africano/luso-africano
• PÁTRIO: goiano
I-Juca-Pirama
No meio das tabas de amenos verdores,
Cercadas de troncos — cobertos de flores,
Alteiam-se os tetos d’altiva nação;
São muitos seus filhos, nos ânimos fortes,
Temíveis na guerra, que em densas coortes
Assombram das matas a imensa extensão.
ADVÉRBIO
• Palavra que caracteriza o processo verbal, exprimindo circunstâncias em que esse processo se desenvolve.
• LUGAR: aqui, aí, alí, cá;
• TEMPO: hoje, ontem, anteontem;
• MODO: bem, mal, assim, depressa, devagar;
• AFIRMAÇÃO: certamente, efetivamente;
• NEGAÇÃO: não, tampouco, de modo algum;
• INTENSIDADE: muito, pouco, menos;
• DÚVIDA: talvez, acaso, porventura;
Desculpa...
Ana Carolina
Composição: Fabrício Carpinejar
Te olho nos olhos e você reclama...
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi muito
profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...
Desculpa se te olho profundamente,
rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Onde ficam seus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."
SUBSTANTIVOS
• Palavra que nomeia seres;
• SIMPLES ou COMPOSTO: perna/pernilongo;
• PRIMITIVOS ou DERIVADOS: dente/dentista;
• CONCRETOS ou ABSTRATOS: cidade/amor;
• COMUNS ou PRÓPRIOS: mulher/Maria;
• COLETIVOS: assembléia/de pessoas reunidas
Clarice Lispector
(Ucrânia, 1925 - Brasil, 1977)
Como se chama
Se recebo um presente dado com carinho por pessoa de quem não gosto - como se chama o que sinto? Uma pessoa de quem não se gosta mais e que não gosta mais da gente - como se chama essa mágoa e esse rancor? Estar ocupada, e de repente parar por ter sido tomada por uma desocupação beata, milagrosa, sorridente e idiota - como se chama o que se sentiu? O único modo de chamar é perguntar: como se chama? Até hoje só consegui nomear com a própria pergunta. Qual é o nome? e é este o nome.
• Palavra que caracteriza o substantivo;
• PRIMITIVOS ou DERIVADOS: cheiro/cheiroso;
• SIMPLES ou COMPOSTOS:
africano/luso-africano
• PÁTRIO: goiano
I-Juca-Pirama
No meio das tabas de amenos verdores,
Cercadas de troncos — cobertos de flores,
Alteiam-se os tetos d’altiva nação;
São muitos seus filhos, nos ânimos fortes,
Temíveis na guerra, que em densas coortes
Assombram das matas a imensa extensão.
ADVÉRBIO
• Palavra que caracteriza o processo verbal, exprimindo circunstâncias em que esse processo se desenvolve.
• LUGAR: aqui, aí, alí, cá;
• TEMPO: hoje, ontem, anteontem;
• MODO: bem, mal, assim, depressa, devagar;
• AFIRMAÇÃO: certamente, efetivamente;
• NEGAÇÃO: não, tampouco, de modo algum;
• INTENSIDADE: muito, pouco, menos;
• DÚVIDA: talvez, acaso, porventura;
Desculpa...
Ana Carolina
Composição: Fabrício Carpinejar
Te olho nos olhos e você reclama...
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi muito
profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...
Desculpa se te olho profundamente,
rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Onde ficam seus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."
SUBSTANTIVOS
• Palavra que nomeia seres;
• SIMPLES ou COMPOSTO: perna/pernilongo;
• PRIMITIVOS ou DERIVADOS: dente/dentista;
• CONCRETOS ou ABSTRATOS: cidade/amor;
• COMUNS ou PRÓPRIOS: mulher/Maria;
• COLETIVOS: assembléia/de pessoas reunidas
Clarice Lispector
(Ucrânia, 1925 - Brasil, 1977)
Como se chama
Se recebo um presente dado com carinho por pessoa de quem não gosto - como se chama o que sinto? Uma pessoa de quem não se gosta mais e que não gosta mais da gente - como se chama essa mágoa e esse rancor? Estar ocupada, e de repente parar por ter sido tomada por uma desocupação beata, milagrosa, sorridente e idiota - como se chama o que se sentiu? O único modo de chamar é perguntar: como se chama? Até hoje só consegui nomear com a própria pergunta. Qual é o nome? e é este o nome.
CLASSES GRAMATICAIS 2
PALAVRAS QUE TEM CRASE
às vezes
à vista (pagamento no ato);
à esquerda
à direita
à medida
à noite
à moda da casa
à solta
às cegas
à vontade
às 15 horas, às 9 horas
à troco de
à esmo
à praia, à fazenda, à casa de fulano etc. (ir sem o intuito de permanecer).
PRONOMES
• Palavra que denota os seres ou se refere a eles;
• Pronomes pessoais
– Do caso reto: eu, tu, ele...
– Do caso oblíquo: me, te, nos, o, a...
• Pronomes de tratamento: Vossa Alteza, Vossa Eminência...
• Pronomes possessivos: meu, nosso, sua...
• Pronomes demonstrativos: este, esse, aquele...
• Pronomes relativos: que, o qual, cujo, quem, onde, quanto, quando, como.
• Indefinidos: alguém, tudo, algo, cada, algum, qualquer...
• Interrogativos: que, quem, qual, quanto?
-Me
Gargal(h)o de mim
Lúcido-me tolo.
Olhos de análise, tudo sei
Menos o mim. Desminto-me.
Me mito ou me mato
Em suor e de lírio
Não sei se sei, se sou ou se suo.
Cego, só ego sou
Cogito ergo sum.
Inciente de mim
Não posso verme.
Imparcial, petulante,
Soslaio-me, infrutífero
E fero, voraz, implacável,
Tombo, incapaz-me
Delirante luz.
(Paulo Alberto M. Monteiro de Barros)
INTERJEIÇÕES
• Palavra invariável que exprime emoções, sensações, estado de espírito.
• Valha-me Deus; Macacos me mordam; Viva!; queira Deus; cruzes; arreda; oras bolas...
UAI!
Uai! É o que se diz, se o tempo vai
ou fica preso em nós, e lastimável.
Uai! Para a manhã, o outono, o espasmo, para os muros da infância e amor sumido.
Dizer uai! Uai! Agora, e nunca dizer senão uai! Aos que fugiram, tempos do mesmo uai! Desirmanados.
CÉSAR, Guilhermino
NUMERAIS
• Palavra que se refere a certo número de seres ou conceitos ou indica a posição que ocupam numa determinada ordem.
• ALGARISMOS: arábicos e romanos;
• CARDINAIS
• ORDINAIS
• MULTIPLICATIVOS: o dobro, o quádruplo;
• FRACIONÁRIOS: um terço, metade, um quarto;
às vezes
à vista (pagamento no ato);
à esquerda
à direita
à medida
à noite
à moda da casa
à solta
às cegas
à vontade
às 15 horas, às 9 horas
à troco de
à esmo
à praia, à fazenda, à casa de fulano etc. (ir sem o intuito de permanecer).
PRONOMES
• Palavra que denota os seres ou se refere a eles;
• Pronomes pessoais
– Do caso reto: eu, tu, ele...
– Do caso oblíquo: me, te, nos, o, a...
• Pronomes de tratamento: Vossa Alteza, Vossa Eminência...
• Pronomes possessivos: meu, nosso, sua...
• Pronomes demonstrativos: este, esse, aquele...
• Pronomes relativos: que, o qual, cujo, quem, onde, quanto, quando, como.
• Indefinidos: alguém, tudo, algo, cada, algum, qualquer...
• Interrogativos: que, quem, qual, quanto?
-Me
Gargal(h)o de mim
Lúcido-me tolo.
Olhos de análise, tudo sei
Menos o mim. Desminto-me.
Me mito ou me mato
Em suor e de lírio
Não sei se sei, se sou ou se suo.
Cego, só ego sou
Cogito ergo sum.
Inciente de mim
Não posso verme.
Imparcial, petulante,
Soslaio-me, infrutífero
E fero, voraz, implacável,
Tombo, incapaz-me
Delirante luz.
(Paulo Alberto M. Monteiro de Barros)
INTERJEIÇÕES
• Palavra invariável que exprime emoções, sensações, estado de espírito.
• Valha-me Deus; Macacos me mordam; Viva!; queira Deus; cruzes; arreda; oras bolas...
UAI!
Uai! É o que se diz, se o tempo vai
ou fica preso em nós, e lastimável.
Uai! Para a manhã, o outono, o espasmo, para os muros da infância e amor sumido.
Dizer uai! Uai! Agora, e nunca dizer senão uai! Aos que fugiram, tempos do mesmo uai! Desirmanados.
CÉSAR, Guilhermino
NUMERAIS
• Palavra que se refere a certo número de seres ou conceitos ou indica a posição que ocupam numa determinada ordem.
• ALGARISMOS: arábicos e romanos;
• CARDINAIS
• ORDINAIS
• MULTIPLICATIVOS: o dobro, o quádruplo;
• FRACIONÁRIOS: um terço, metade, um quarto;
CLASSES GRAMATICAIS 1
Conjunções
Palavra invariável que une termos de uma oração ou une orações;
ADITIVAS: e, nem, não só..., mas também;
ADVERSATIVAS: mas, porém, contudo;
ALTERNATIVAS: ou...ou, ora...ora;
CONCLUSIVAS: logo, portanto;
EXPLICATIVAS: que, porque;
CAUSAIS: porque, como, visto que;
CONCESSIVAS: embora, ainda que;
CONDICIONAIS: se, caso, desde que;
CONFORMATIVAS: conforme, segundo, como;
COMPARATIVAS: mais...(do) que, menos;
CONSECUTIVAS: que, de sorte, de forma que;
FINAIS: para que, a fim de que;
PROPORCIONAIS: à medida que, ao passo que;
TEMPORAIS: quando, enquanto, antes que;
Reforma da Previdência
A emenda constitucional 20, sancionada em 16 de dezembro de 1998, fora redigida pelo governo FHC conjugando tempo de contribuição e idade mínima. Para aposentar-se, os segurados do Regime Geral de Previdência Social teriam de ter 35 anos de contribuição e 65 anos de idade para homens (30 e 60 anos, respectivamente, para mulheres), o que dificultaria o acesso. O Congresso rejeitou a versão e mudou a conjunção aditiva e (ou ponto e vírgula, em outra redação) pela alternativa ou: 35 ou 65 anos, para homens.
ARTIGO
Palavra que acompanha o substantivo, servindo basicamente para generalizar ou particularizar o sentido desse substantivo;
INDEDIFINIDO: um, uma, uns, umas;
DEFINIDO: o, a, os, as;
CANÇÃO MÍNIMA
No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro, uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de uma borboleta.
PREPOSIÇÕES
Palavra invariável que atua como conectivo entre palavras ou orações, estabelecendo sempre uma relação de subordinação.
a, de, sem, sob, sobre, com, contra;
flor da Boca da pele do Céu
Pele Do Céu Da Flor Da Boca
Céu Da Flor Da Boca Da Pele
boca Da pele Do céu da flor
CAMPOS, Augusto de. Viva vaia. São Paulo, Duas Cidades, 1979. p. 107
Palavra invariável que une termos de uma oração ou une orações;
ADITIVAS: e, nem, não só..., mas também;
ADVERSATIVAS: mas, porém, contudo;
ALTERNATIVAS: ou...ou, ora...ora;
CONCLUSIVAS: logo, portanto;
EXPLICATIVAS: que, porque;
CAUSAIS: porque, como, visto que;
CONCESSIVAS: embora, ainda que;
CONDICIONAIS: se, caso, desde que;
CONFORMATIVAS: conforme, segundo, como;
COMPARATIVAS: mais...(do) que, menos;
CONSECUTIVAS: que, de sorte, de forma que;
FINAIS: para que, a fim de que;
PROPORCIONAIS: à medida que, ao passo que;
TEMPORAIS: quando, enquanto, antes que;
Reforma da Previdência
A emenda constitucional 20, sancionada em 16 de dezembro de 1998, fora redigida pelo governo FHC conjugando tempo de contribuição e idade mínima. Para aposentar-se, os segurados do Regime Geral de Previdência Social teriam de ter 35 anos de contribuição e 65 anos de idade para homens (30 e 60 anos, respectivamente, para mulheres), o que dificultaria o acesso. O Congresso rejeitou a versão e mudou a conjunção aditiva e (ou ponto e vírgula, em outra redação) pela alternativa ou: 35 ou 65 anos, para homens.
ARTIGO
Palavra que acompanha o substantivo, servindo basicamente para generalizar ou particularizar o sentido desse substantivo;
INDEDIFINIDO: um, uma, uns, umas;
DEFINIDO: o, a, os, as;
CANÇÃO MÍNIMA
No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro, uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de uma borboleta.
PREPOSIÇÕES
Palavra invariável que atua como conectivo entre palavras ou orações, estabelecendo sempre uma relação de subordinação.
a, de, sem, sob, sobre, com, contra;
flor da Boca da pele do Céu
Pele Do Céu Da Flor Da Boca
Céu Da Flor Da Boca Da Pele
boca Da pele Do céu da flor
CAMPOS, Augusto de. Viva vaia. São Paulo, Duas Cidades, 1979. p. 107
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
CLASSES GRAMATICAIS 2
Link para download da 2ª aula sobre classes gramaticais: Pronomes, Interjeições e Numerais.
http://www.easy-share.com/1912017205/classes-gramaticais2.ppsx
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010
CLASSES GRAMATICAIS I
Link para download da aula sobre CONJUNÇÕES, ARTIGOS E PREPOSIÇÕES:
http://www.easy-share.com/1911923729/classes-gramaticais1.ppsx
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